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quinta-feira - 14 de novembro de 2019
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Kits de robótica educacional estimulam o desenvolvimento cognitivo. Foto: PMCI

Tecnologia vira aliada de alunos da educação especial em Cachoeiro

A tecnologia virou aliada no processo de aprendizagem dos alunos da educação especial das escolas municipais de Cachoeiro. Dentre os recursos empregados estão mesas digitais interativas e materiais de robótica.

Os equipamentos começaram a ser usados nas 42 salas de recursos multifuncionais da rede municipal, onde são atendidos, de forma complementar e individualmente, 400 estudantes com deficiências e transtornos globais de desenvolvimento.

As mesas interativas possuem tela sensível ao toque (touch screen) e um conjunto de aplicativos educativos, em que conteúdos curriculares são aliados à linguagem de game. Já os kits de robótica educacional contam com componentes para montagem pelos alunos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Seme), a introdução desses novos elementos pedagógicos nas salas de recursos multifuncionais – que já contam com equipamentos e mobiliário para facilitar o aprendizado – incentiva o desenvolvimento cognitivo e habilidades nos estudantes.

“Essas novas ferramentas envolvem os estudantes em ambientes de aprendizagem que desenvolvem a lógica, a curiosidade, a reflexão, a argumentação, a coordenação motora e a capacidade de decisão e solução de problemas. É a tecnologia a serviço da inclusão”, avalia a secretária municipal de Educação, Cristina Lens.

Resultados

A aplicação dos novos materiais pedagógicos já gera resultados positivos nas escolas municipais.

“Os estudantes estão muito entusiasmados, porque tudo que é tecnológico aguça a curiosidade e desperta a atenção. Uma aluna autista, por exemplo, demonstrou muito interesse e habilidade ao montar kits de robótica, como o de trator. E a mesa digital possibilita que mesmo os alunos com mais dificuldade consigam interagir com os jogos, ouvir histórias e ver imagens. A cada tarefa, eles superam desafios”, conta a professora Karina Almeida Costa Ayub, que atua na sala de recursos multifuncionais da Escola Prof. Valdy Freitas.

Já a professora Elaine Cristina Rangel Barros Silva, da Escola Luiz Pinheiro, ressalta que as tecnologias são mais que bem-vindas no contexto da educação inclusiva, por favorecerem a aprendizagem. “Os alunos da educação especial também são sujeitos tecnológicos e precisam vivenciar as novas metodologias de ensino”, frisa.

Laboratórios de robótica

Alunos da rede municipal que não fazem parte da educação especial também terão acesso aos novos recursos tecnológicos. Na próxima segunda-feira (4), a Seme promoverá às 9h, na Escola Anacleto Ramos, uma cerimônia para marcar a abertura de laboratórios de robótica da unidade e das escolas Galdino Theodoro da Silva, Profª. Gércia Ferreira Guimarães, Monteiro Lobato e Prof. Pedro Estellita Herkenhoff. Serão atendidos nesses espaços alunos do ensino fundamental.

As mesas digitais, por sua vez, já estão sendo usadas por turmas de educação infantil (Pré I e Pré II) da rede municipal.

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