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Sífilis: diagnóstico precoce ainda é melhor maneira para tratar

Uma doença silenciosa merece atenção neste terceiro sábado de outubro (17), quando é lembrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis e Sífilis Congênita. Com o tema “#TesteTrateCure”, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a importância do diagnóstico precoce, visando à oferta do tratamento em tempo oportuno.

A sífilis é uma infecção bacteriana (Treponema pallidum) transmitida, principalmente, por meio de relação sexual – anal, vaginal e/ou oral, por meio do sangue e de mãe para filho na gestação. A principal forma de prevenção é o uso de preservativos, masculino ou feminino.

O diagnóstico é feito por meio do exame de sangue, que pode ser o teste rápido e, caso seja positivo, o tratamento deve ser realizado imediatamente. Tanto o teste diagnóstico quanto o tratamento são garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Geralmente a sífilis não apresenta sintomas e, caso não tratada corretamente, pode comprometer o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular, além de órgãos como olhos, pele e ossos.

De acordo com a ginecologista Bettina Moulin Coelho Lima, referência estadual em sífilis, a doença é de fácil diagnóstico, mas continua sendo um desafio.

“A sífilis é uma doença de fácil diagnóstico e tratamento. A pessoa precisa saber que está em risco, caso tenha relação sexual sem uso de preservativos, pois pode estar infectada e sem sintomas. O desafio é justamente saber a importância e a necessidade de fazer o teste para diagnóstico. Temos, em todo o Estado, testes rápidos não só de sífilis, mas também de HIV e hepatites B e C, que são realizados pelas unidades de saúde”, explicou Bettina Moulin.

Notificações

Em 2019, o número de casos novos em adultos aumentou 11,5%, em relação ao ano anterior, com 5.123 notificações da sífilis adquirida. Já em 2018, foram notificados 4.609 casos.

A taxa de incidência de sífilis adquirida no Estado, em 2019, foi de 128 casos para cada 100.000 habitantes, o que coloca o Estado na quinta posição nacional. Em relação à sífilis congênita, o Estado ocupa a oitava posição.

Uma gestante com sífilis pode passar a doença para o seu bebê, resultando em sífilis congênita, com graves consequências. A transmissão pode ocorrer durante a gestação ou no momento do parto, podendo causar complicações, como nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, pneumonia, malformações e até a morte do bebê.

“É fundamental que as gestantes iniciem o pré-natal logo no início da gravidez e realizem os exames necessários, bem como levar o parceiro para fazer o ‘pré-natal do homem’. Se a mãe for diagnosticada com sífilis, por meio de um tratamento adequado do casal, é possível evitar que o bebê nasça com a sífilis congênita e suas graves consequências”, acrescentou Bettina Moulin.

A sífilis adquirida pode ser transmitida de uma pessoa para a outra durante o sexo (anal, vaginal ou oral), sem preservativo ou por transfusão de sangue. Já a transmissão da sífilis congênita acontece da mãe infectada para a criança, durante a gestação ou o parto.

Em relação ao tratamento, o paciente é atendido na Unidade Básica de Saúde para a realização do teste de sífilis. Após a confirmação da doença, é iniciado o tratamento por meio de medicamento gratuito, que deve ser feito com todas as doses prescritas.

Dados

Sífilis adquirida

2018: 4.605 casos registrados
2019: 5.123 casos registrados
2020: 1.998 casos registrados (dados preliminares, de janeiro a agosto – o fechamento de um ano só é efetivado no ano seguinte)

Sífilis congênita

2018: 599 casos registrados
2019: 468 casos registrados
2020: 240 casos registrados (dados preliminares, de janeiro a agosto – o fechamento de um ano só é efetivado no ano seguinte)

Fonte: Sesa

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