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quinta-feira - 14 de novembro de 2019
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Leilão arquibancada Sumaré
Arquibancada do Sumaré: trecho foi a leilão na última terça. Foto: Site HD Leilões/Reprodução

Sem lances: fracassa nova tentativa de leiloar terreno do Sumaré

Fracassou de novo a tentativa de leiloar uma área no meio da arquibancada do Sumaré, em Cachoeiro. O site da empresa HD Leilões, responsável por colocar à venda nessa modalidade o terreno, informa: sem licitantes.

Na página da empresa, o lote, avaliado em R$ 2 milhões, recebeu 154 visitas. No entanto, nenhum lance foi dado no leilão promovido pela Justiça Federal, que ocorreu na última terça-feira (5).

O terreno de 2,3 mil metros quadrados situado exatamente sob a arquibancada foi oferecido à negociação pela Justiça Federal, por lance mínimo de R$ 1 milhão.

Velha conhecida dos leiloeiros, a área do Estrela do Norte foi posto a leilão diversas vezes, mas nunca sendo arrematada, justamente pelas suas condições bem peculiares (e complicadoras): não tem saída para nenhuma rua, nem para a de cima nem para a de baixa; tampouco para o gramado.

Simplesmente é um terreno incrustado na arquibancada. E nem abrange a extensão total dela, pois seus poucos mais de 2 mil metros quadrados fazem parte de um lance de concretagem de 10 mil metros quadrados.

A penhora do lote se deu por dívidas trabalhistas e fiscais do clube que se arrastam desde 1981, sobretudo de FGTS.

Um estádio, duas áreas

A diretoria do Estrela do Norte explicou por que só um trecho da arquibancada vai a leilão, e não o estádio todo.

No Sumaré, há duas matrículas referentes a duas áreas distintas. Uma é a que foi penhorada, relativa ao espaço em questão. A outra é resultado de doação do Estado, o que torna inalienável nessa modalidade o restante do complexo.

Ainda segundo o comando do Estrela, já foram realizados diversos leilões, “em torno de 10”, ao longo dos anos, sempre sem sucesso algum.

Conforme informações do clube, em uma das ocasiões um hospital de Cachoeiro até arrematou o lote, só que desistiu após ver onde ficava sua compra. Quando tomou conhecimento das condições de uma área que não tem entrada nem saída, pediu o dinheiro de volta.

A atual diretoria reforçou que os débitos foram contraídos em gestão passada, na década de 1980, e que vem tentando acordo e parcelamentos para honrar seus pagamentos. As dívidas hoje são estimadas em torno de R$ 3 milhões, disse uma fonte ao Dia a Dia ES.

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