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sábado - 14 de dezembro de 2019
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Foto ilustrativa: Creative Commons

Mundo Pet: transportar animais em carros de aplicativo é desafio no ES

Transportar um pet sem ter carro próprio no Espírito Santo nem sempre é uma tarefa fácil. Não são poucos os relatos de constrangimentos causados pela recusa de motoristas de aplicativos em levar os animais de estimação.

No Brasil, a Uber chegou a oferecer o serviço de Uber Pet há alguns anos, mas ele foi desativado e atualmente está sendo testado em algumas cidades nos Estados Unidos, com cobrança de taxa de transporte para o animal que varia de US$ 3 a US$ 5. O motorista recebe parte deste extra.

Já no Rio de Janeiro e em São Paulo existe um aplicativo chamado PetDriver que nasceu exclusivamente para atender um serviço cada vez mais solicitado. Os carros passam por modificações e recebem capas de couro, coleiras, aspiradores e kits de higienização. Até os motoristas são treinados para esse tipo de transporte.

Mas enquanto esses serviços específicos para pets não chegam ao Espírito Santo, o que fazer?
No Estado, o aplicativo de transporte V1 aceita pets, mas recomenda que o bicho de estimação esteja ambientado em caixa transportadora de animais.

Já a Uber orienta os passageiros a solicitar a corrida e entrar em contato com o motorista, para perguntar se ele concorda em transportar o animal de estimação. Alguns exigem que o pet seja colocado dentro de uma caixa. Outros podem recusar a corrida.

Wanessa e Tobias. Foto: Acervo pessoal

“Todas as vezes em que pedi Uber tive que ter o cuidado de ligar para o motorista, para evitar passar constrangimento quando o veículo chegasse. Já vi casos de grosseria nível master”, conta Wanessa Pinto, tutora do shih-tzu Tobias, que sempre pede carros do V1 para levar seu pet.

Convencimento

Já Andressa Soares, tutora da shih-tzu Pandora, passou por uma situação delicada em que teve que convencer o motorista de aplicativo a levá-la ao pet shop.

Andressa e Pandora. Foto: Acervo pessoal

“Eu já peguei um Uber quando estava em cima da hora e o motorista veio falando que não faria a corrida quando me viu com a Pandora. Comecei a falar com ele que estava atrasada, pedi para ele olhar o endereço, porque estávamos indo para um pet shop, não tinha como ir sem ela. Ele aceitou levar, mas foi dentro do carro reclamando e contando experiências péssimas que teve com cachorro”, relata Andressa.

Isabella de Medeiros Lima, tutora da shih-tzu Laika, precisou recorrer ao serviço num dia de chuva, na Praia do Canto, em Vitória. Segundo ela, o motorista não recusou a corrida, mas exigiu que a pet fosse transportada no colo.

Isabella e sua mascote Laika. Foto: Acervo pessoal

“Eu estava com meu chá dentro de um daqueles recipientes de colocar shake. Logo que entrei no carro, quando o motorista viu Laika, falou para eu colocar ela no colo. Nessa manobra, acabou derramando um pouco do chá atrás do banco do motorista. Mas fiquei quieta. Como ele tinha sido muito grosso, eu nem falei que era chá. Ao chegar no meu destino, desci rápido e notei que ele saltou logo para escovar o carro. Acredito que ele deve ter pensado que o chá era urina”, disse Isabella.

Nenhum motorista é obrigado a levar animais de estimação, a não ser que a empresa para a qual presta serviço ofereça esta opção.

O que não é tolerável nos dias de hoje é descontar frustrações e grosserias em cima do cliente que precisa do serviço, muitas vezes aflito, precisando chegar o mais rápido possível a um hospital. Essa é uma reclamação geral que as empresas de aplicativos de transporte precisam estar atentas.

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