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Foto: Alessandro de Paula

Motoristas de aplicativo de Cachoeiro querem legislação para o setor

Na sessão virtual da Câmara de Vereadores de Cachoeiro de Itapemirim, realizada nesta terça-feira (18), contou com a participação do representante da Associação dos Motoristas do Sul do Estado (Amasul), Levi Ferreira, e o presidente da Associação de Motoristas de Aplicativo do Espírito Santo (Amapes), Luiz Fernando Muller, que falaram sobre a falta de áreas para embarque e desembarque de passageiros no bairro Guandu.

Eles também pediram que a Câmara faça a articulação necessária para regulamentar a questão. A reivindicação é a mesma que motivou a realização de carreata em Cachoeiro, na última semana, com mais de 80 veículos.

Clandestinos

Segundo estimativas das associações, Cachoeiro possui hoje cerca de 500 motoristas de aplicativos, que atendem a cerca de 20 mil pessoas por dia. No entanto, além deles, há também os que atuam de forma clandestina, alguns por possuírem problemas na justiça ou por utilizarem veículos sem manutenção. “Sabemos que muitas vezes algumas atitudes da prefeitura querem na verdade limitar a atuação dos clandestinos. Mas isso acaba prejudicando todos nós”, ressalta Levi.

O representante da Amasul afirmou que, em 2018, quando os aplicativos de transporte começaram a funcionar em Cachoeiro, havia vagas para embarque e desembarque em toda a cidade, e lembrou de cinco pontos importantes que foram extintos apenas no bairro Guandu.

“O Guandu é uma das áreas comerciais mais movimentadas da cidade, em que muitas vezes as pessoas estão com sacolas de compras, e não podem acessar o nosso serviço, porque corremos o risco de ser multados quando paramos o veículo”, protestou.

Luiz Fernando Muller, além de solicitar a volta dos pontos de parada, afirmou que a prefeitura deveria ampliar o seu relacionamento oficial com os aplicativos de transporte, da forma como já ocorre em outras cidades e estados brasileiros, incluindo o governo capixaba. “Em vez de ter despesas com aquisição ou aluguel de veículos para transportar servidores em serviço, poderia utilizar os aplicativos. Este tipo de contrato pode trazer economia superior a 30%”, completa.

Outra iniciativa já adotada em outras cidades, segundo ele, é a redução de ISS para os motoristas que utilizam veículos movidos a GNV.

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