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Anne Kiister é radio-oncologista. Foto: Julia Terayama/IRV

Médica recomenda volta à rotina para prevenir doenças como o câncer

Já se vão seis meses desde que a pandemia do novo coronavírus teve início no Brasil e no Espírito Santo. De lá para cá, muita gente optou por ficar em casa e deixou de lado a prevenção e o tratamento de doenças como o câncer. Mas com a estabilização dos números da Covid-19, não seria hora de retomar os cuidados com a saúde?

“Sim, as pessoas devem retornar aos seus procedimentos tanto de rotina quanto de seguimento da sua própria doença. Isso é importante para o médico detectar lesões precoces e conseguir maiores índices de sucesso. Também não podemos esquecer de focar nas outras doenças cardiológicas, neurológicas, reumatológicas, não só no câncer, porque elas também complicam e podem levar ao óbito”, afirma a médica Anne Karina Kiister Leon, radio-oncologista do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

A especialista explica que o câncer não para de se desenvolver durante a pandemia. Ele continua crescendo e, com isso, o paciente pode perder a chance de cura no tratamento, deixar de usar outras medicações ou até de fazer alguma cirurgia por conta do tumor estar em um estágio mais avançado.

De acordo com Anne Kiister, os pacientes estão retornando para suas consultas e exames aos poucos, ainda com medo da Covid-19.

“A gente sempre alerta que o câncer pode matar. Em alguns casos, os tumores estão chegando um pouco mais avançados do que a gente costumava ver. Algumas vezes, o paciente operou antes da pandemia, tinha necessidade de fazer radioterapia pós-cirurgia, só que ele ficou esperando tanto tempo nessa pandemia que já se passaram os meses ideais. Então, não adianta mais indicar o tratamento. Muitas vezes, ele perde esse benefício por conta do tempo passado da modalidade cirúrgica”, explica Anne Kiister.

Prevenção

Neste mês de setembro, em que são realizadas campanhas de conscientização e prevenção dos tumores infantojuvenil e colorretal, a médica destaca que os dois tipos de neoplasia precisam de um olhar atento, principalmente no caso de crianças e adolescentes.

“Para o câncer infantil, a gente não tem nenhum fator do dia a dia que possa causar o tumor. Os pais têm que observar se a criança está ficando mais quietinha, se não quer comer, se está mais sonolenta, tendo febres de repetição sem nenhum foco aparente, se surgiram hematomas, se houve aumento de volume abdominal, alguma alteração física. Aí sim tem que procurar um aconselhamento, fazer uma avaliação com o pediatra”, orienta.

Sobre o câncer colorretal, Anne Kiister diz que dois aspectos devem ser levados em conta: o fator familiar, que pode aumentar as chances do paciente desenvolver esse tipo de tumor; e o estilo de vida, com consumo de alimentos ricos em conservantes, bebida alcoólica e tabagismo. “Tudo isso pode alterar o DNA da célula sadia e levar ao surgimento do câncer colorretal”, afirma. O exame de colonoscopia auxilia os médicos a identificar pólipos que podem se tornar tumores malignos.

De acordo com Anne Kiister, quando o diagnóstico do câncer é precoce, os índices de sucesso do tratamento radioterápico são altos.

“Os tumores de próstata e de mama, por exemplo, quando diagnosticados de forma precoce, têm índices de cura altíssimos”, destaca.

Sobre o IRV

Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.

O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, ArcelorMittal, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, entre outros.

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