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Guilherme Nascimento é pré-candidato a prefeito de Cachoeiro. Foto: PSOL/Divulgação

Guilherme Nascimento é opção do PSOL para gestão popular em Cachoeiro

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) já tem seu nome definido para a disputa da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim em novembro: Guilherme Nascimento, 26 anos, cuja principal proposta é construir uma gestão baseada na participação popular nas decisões do município.

O pré-candidato se define um trabalhador da classe popular com currículo amplo em projetos sociais que envolvem a inserção de arte, cultura e educação nas comunidades e escolas de vários municípios do Sul do Estado. Guilherme Nascimento está se formando em Pedagogia e Gestão Pública, através de bolsa de estudos, e atualmente trabalha como técnico em Educação no Departamento de Projetos da Secretaria de Educação de Marataízes.

Na visão do pré-candidato do PSOL, chegou a hora de construir uma candidatura que coloque o morador de Cachoeiro como prioridade.

“Disponibilizei meu nome porque acredito numa alternativa que coloque o cachoeirense no centro das decisões. Como disse o ilustre artista cachoeirense Sérgio Sampaio em sua música: ‘Tem que acontecer, tem que ser assim, nada permanece inalterado até o fim’”, disse Nascimento.

A convenção do PSOL de Cachoeiro que irá homologar o nome de Guilherme Nascimento será virtual, por conta da pandemia de coronavírus, e acontecerá na primeira quinzena de agosto.

Entrevista com Guilherme Nascimento

Quem é Guilherme Nascimento?

Guilherme Nascimento – Tenho 26 anos, nascido e criado em Cachoeiro de Itapemirim, maior cidade da região Sul. Onde desde cedo reparo à falta de oportunidades em todos os âmbitos da sociedade, gerada pelas desigualdades sociais. Sou trabalhador da classe popular com currículo amplo em projetos sociais que envolvem a inserção de arte, cultura e educação nas comunidades e escolas de vários municípios do Sul do Estado. Faço parte de uma geração que cresceu sem representatividade na política, mas com sede de mudança.
Venho de uma família de trabalhadores, onde meu pai é vendedor e minha mãe auxiliar administrativa. Estudei em escola pública minha vida toda e na graduação estou formando em Pedagogia e Gestão Pública, através de bolsa de estudos. Aos 14 anos iniciei minha vida de trabalho como menor aprendiz e posteriormente contratado em algumas empresas da região desde embalador até treinamento de pessoal.
Paralelamente, carrego desde a infância minha vocação artística. Sempre envolvido nas comunidades por onde passei e escolas. Através de cursos gratuitos fui me desenvolvendo em dança moderna, contemporânea e folclórica. Tornei-me coreógrafo de grupos, bandas e fanfarras, espetáculos públicos, projetos e organização de eventos culturais na rede municipal de Cachoeiro de Itapemirim, Itapemirim e Marataízes.

Que razões levaram você a colocar seu nome à disposição para disputar a prefeitura?

Penso que gestão pública é lugar de representatividade e participação, conheço muita gente com consciência e disposição para que possamos viver num lugar melhor. As pessoas estão decepcionadas pela política por que ela já não representa e nem respeita a diversidade da população. Acredito que é possível construir uma administração municipal que dê voz aqueles que até hoje nunca foram prioridade. Pois por vir da classe popular, sendo jovem, LGBTQIA+ e artista educador, sinto na pele as dificuldades que são impostas à maioria da população.

Quais as principais propostas que levará ao eleitor?

Nossa principal proposta será contar com a participação popular nas decisões do município – estabelecendo a gestão coletiva. Tudo será feito com transparência e lisura dos processos públicos, acreditando que uma política sólida de bem-estar social se constrói com o envolvimento de todos.
Temos pesquisado, feito reuniões e estudos, nas áreas de administração pública, políticas sociais (gênero, etnia, classe, acessibilidade, criança e idoso), educação, saúde, ciência e tecnologia, agricultura, meio ambiente, cultura, desporto, lazer, transporte e trânsito, habitação, geração de emprego e renda, serviços, segurança, comércio, indústria, água, saneamento e coleta de resíduos. São inúmeras demandas a serem contempladas quando se pensa no desenvolvimento da nossa cidade.
Acredito que melhorar a qualidade de vida dos munícipes exige planejar estrategicamente para além do mandato. Sem dúvida nenhuma, nossas propostas de governo são coerentes, integradas e viabilizadas à luz das políticas públicas factíveis e participativas.

O que o leva a acreditar que poderá vencer as eleições deste ano?

Considero minha pré-candidatura uma alternativa para as pessoas simples, trabalhadoras e trabalhadores, para a juventude, a diversidade de gênero, o povo negro, os distritos e a periferia da cidade. Acredito que sou a escolha certa, porque represento essa indignação com esse sistema perverso, que atrasa o verdadeiro progresso. Minha geração e as pessoas que entendem que o mundo está em transformação já não acreditam na elite política, que de quatro em quatro anos aparecem com todas as soluções, mas quando são eleitos viram as costas para a população, pois nunca viveram a realidade que pregavam em campanha. Por isso estamos representando não um discurso, e sim, vidas.

Como você vê a sua cidade, atualmente?

Atualmente me preocupo muito com minha cidade, pois percebo o desleixo histórico de má administração e o descaso com a população até os dias de hoje. Um exemplo é a falta de infraestrutura para problemas conhecidos, como as enchentes do Rio Itapemirim que prejudicam a população há décadas e soluções nunca foram apresentadas.
No ponto de vista de trabalho e renda, o IBGE evidencia que 33,3% da população encontram-se vivendo com até meio salário mínimo, ou seja, um terço da população, demonstrando uma grande desigualdade social em Cachoeiro.
Tenho orgulho do nosso legado de riquezas humanas, com Rubem e Newton Braga, Roberto Carlos, Sérgio e Raul Sampaio, temos que deixar de ser a “Capital Secreta” e reaparecermos! Mostrar nosso potencial como maior centro econômico, educacional e cultural da região Sul. A cidade de Cachoeiro possui um potencial de crescimento gigantesco e os seus 220 mil moradores merecem.

Qual será o maior desafio para o próximo gestor, no seu ponto de vista?

O maior desafio será reverter o quadro de descrédito pela ineficiência e corrupção da política ultrapassada, reunindo os melhores para um projeto que humanize a gestão pública e represente a verdadeira mudança que a sociedade tanto anseia.
O fato de vivermos em comunidade e termos relações interpessoais na família, com os amigos ou no trabalho, significa que já estamos fazendo política, então não permitiremos que o ódio tome conta dessa organização coletiva poderosa, que possui instrumentos para garantir a igualdade de direitos e a diminuição dos preconceitos e injustiças sociais.
Disponibilizei meu nome porque acredito numa alternativa que coloque o cachoeirense no centro das decisões. Como disse o ilustre artista cachoeirense Sérgio Sampaio em sua música: “Tem que acontecer, tem que ser assim, nada permanece inalterado até o fim”.

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