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Estresse: cerca de 90% da população mundial sofre com o distúrbio

Pessoa estressada (Foto: Pixabay)

Nesta quarta-feira (23), é celebrado o Dia de Combate ao Estresse. A palavra que tem origem do termo inglês “stress“, que significa “pressão”, “tensão” ou “insistência”. No atual cenário mundial, tem sido uma palavra bastante usada para descrever causas de diversas formas de problemas de saúde enfrentados pela população.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus, o clima de insegurança incertezas sobre o dia de amanhã deixam as pessoas ainda mais tensas do que normalmente elas estariam com os seus problemas rotineiros.

A médica cardiologista do Hospital Evangélico, Marcela Vivas, tem atendido inúmeros pacientes com queixas que sugerem doenças cardíacas como dor no peito, falta de ar, fadiga e cansaço. “Após a realização dos exames, chegamos à conclusão de que o paciente está estressado de ficar em casa o tempo todo, de não ter convívio social, por exemplo. E isso pode ocasionar mesmo um problema cardíaco já que o estresse é um fator de risco para doenças coronarianas em geral”, explica.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial sofre com este distúrbio. E no Brasil, a preocupação também é grande. Segundo um levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse (ISMA) já somos o segundo país do mundo com o maior nível de estresse.

De acordo com a psicóloga do HECI, Kathia Braga, o estresse é uma resposta física do organismo a um estimulo. “Quando o ser humano fica estressado, o corpo automaticamente pensa que está sob ataque e muda para o modo ‘lutar ou fugir’. Isso faz com que ele libere uma mistura de hormônios e substâncias químicas que preparam o corpo para a ação”, explica.

A manutenção de um estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde. Um dos resultados de níveis elevados de cortisol podem ser um aumento nos níveis de açúcar e pressão arterial, uma diminuição da libido, insônia, mudanças de humor e problemas digestivos.

Segundo Marcela, o estresse também é um grande influenciador do aumento de outras atitudes como alimentação excessivo, aumento do fumo e consumo do álcool, piorando ainda mais a condição cardíaca ou a predisposição para a mesma. “Se é um paciente cardíaco, o estresse pode gerar uma instabilidade de placas, agravando a sua condição”, comenta.

Para combater o estresse, basta diminuir as pressões externas. Mas como? “Se o meu trabalho me deixa estressado, preciso encontrar alternativas para que o trabalho possa ser realizado de forma mais tranquila. Também é indicado encontrar o equilíbrio emocional, sendo capaz de administrar melhor o tempo entre trabalho, família e dedicação pessoal”, aconselha a psicóloga.

Como evitar?

Dia de Combate ao Estresse (Foto: Pixabay)

Adquirir hábitos saudáveis como estilo de vida são dicas de ouro para quem enfrenta situações de estresse diariamente. Descansar, praticar exercícios e incluir alimentos que promovam o bem-estar físico como banana, nozes e amendoim. “Deve-se investir no seu consumo diariamente, aumentando a quantidade, sempre que estiver cansado ou estressado”, comenta Kathia.

Para a cardiologista, alimentos gordurosos, cafeína, energéticos aumentam o metabolismo e, portanto, geram estresse. Desta forma devem ser cortados. “A alimentação à base de frutas, fibras e verduras ajuda muito a evitar esse distúrbio”, disse.

Alimentos ricos em ômega 3, como salmão, truta e sementes de chia, também são excelentes opções porque melhoram o funcionamento do sistema nervoso, diminuindo o estresse e o esgotamento mental.

Além disso, também é importante buscar apoio em outras pessoas como um bom amigo, ou até mesmo um psicólogo. “Essa pode ser uma boa estratégia para viver os dias com mais qualidade e menos estresse. Reduzir os níveis de estresse pode, não somente fazer você se sentir melhor agora, como também pode proteger sua saúde em longo prazo”, finaliza Kathia.

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