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Em fase de reestruturação, PSL estuda apoio nas eleições em Cachoeiro

Clayton Siqueira é da Executiva do PSL no ES (Foto: Alessandro de Paula)

O Partido Social Liberal (PSL) tem passado por um processo de reestruturação no Espírito Santo desde março, quando o deputado estadual Alexandro Quintino assumiu a presidência da sigla. Por conta dos prazos eleitorais, o partido não teve tempo hábil para compor chapa para disputar as eleições em Cachoeiro de Itapemirim, mas o Diretório Municipal segue em conversas com pré-candidatos e o apoio deve ser anunciado nos próximos dias.

Segundo o secretário-geral do partido no Espírito Santo, Clayton Siqueira, em outras 22 cidades, o partido vai disputar as eleições majoritárias e proporcional, ou seja, prefeitos e vereadores. “A atual Executiva assumiu o partido no dia 13 de março deste ano, já na reta final dos prazos de filiação e transferência para quem tem mandato. Não tivemos tempo suficiente para formar as chapas para as eleições deste ano. Estamos trabalhando no processo de reestruturação no partido no Estado”, garante Siqueira.

Uma das mudanças no partido tem sido a postura adotada nos últimos anos, inclusive, nas eleições de 2018. “Estamos fazendo uma política de direita, visando as boas práticas. Mas, de forma racional, sem nenhum tipo de extremismo, fanatismo. Fazemos a política de construir pontes, de buscar composições para o bem comum. A nossa discussão não é ideologia de direita, nem de extrema esquerda, e sim buscar discussão que vai fomentar o crescimento econômico e social”, continua.

Sem candidatura em Cachoeiro, o partido montou 22 chapas no Estado para vereadores, nove pré-candidatos a prefeito (Cariacica, Vila Velha, Viana, Afonso Cláudio, Piúma, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha e São Mateus), e outras quatro chapas com vice-prefeito.

Reestruturação do partido

Richard Pereira é o presidente do PSL em Cachoeiro (Foto: Alessandro de Paula)

Ainda no processo de reestruturação, o PSL também está como novo diretório em Cachoeiro. O atual presidente, Richard Pereira, tem dialogado com outros partidos para definir o apoio.

“O trabalho de reconstruir é muito difícil. Para destruir é só jogar uma pedra na base que você destrói tudo, do topo até embaixo. Nossa forma de fazer política é trazer para o partido pessoas do bem e centradas, para que possamos desenvolver o social, o econômico, sem essa tensão de viver brigando, de viver no extremismo. Queremos fazer a política inteligente, do bem”, afirma o secretário-geral.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre a possibilidade de retornar ao PSL, partido pelo qual foi eleito em 2018, e saiu na tentativa de montar um novo partido. Siqueira acredita que a tarefa do presidente de tentar retornar será difícil, já que após a saída, seu grupo de apoio fez graves acusações ao presidente nacional do partido, Luciano Bívar.

“Essa vontade do presidente de retornar ao partido vai gerar um desgaste. Vai ser um retrocesso político. Saíram falando que o PSL não era um partido que seguia os ditames deles, e agora querem voltar. Estive na semana passada em Brasília, numa reunião com a Executiva nacional e pelo que puder perceber vai ser uma tarefa muito difícil para o Bolsonaro tentar retornar ao partido. Teremos ainda muitas cenas dessa novela”, frisa.

Fortalecimento nas eleições

O PSL no Espírito Santo já trabalhava pensando nas eleições de 2022. “O nosso objetivo é fortalecer o partido. Queremos duplicar ou triplicar o número de deputados federais. Hoje, temos uma deputada na sigla. Pretendemos ter um senador eleito e continuar com uma bancada grande na Assembleia Estadual. A nossa luta é ter de quatro a cinco, como foi feito em 2018”, garante.

Para completar, Siqueira disse que o partido está alinhado com o governo do Estado quando o assunto é o bem-estar da população capixaba.

“A função do PSL estadual é fazer a política séria, política honesta e de composição. O PSL em momento algum é subserviente ao governo do Estado, ou a qualquer ente público. O PSL é um partido independente, que caminha com a próprias pernas, mas que vota com o governo em todos os projetos que forem para o bem da sociedade”, conclui.

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