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domingo - 16 de fevereiro de 2020
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Área rural dedicada à vegetação nativa no ES é de 805 mil hectares

Agricultores, pecuaristas, silvicultores e extrativistas do Espírito Santo destinavam à preservação da vegetação nativa um total de 805.657 hectares, o que representa cerca de 800 mil campos de futebol.

Esse número representa 32,5% de toda área dos imóveis rurais e 17,5% em relação a todo o Espírito Santo. Os dados são do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental rural (Sicar) divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Espírito Santo, segundo dados do Sicar, possui 59.547 imóveis rurais, que juntos representam 2.477.472 hectares, mais da metade do território capixaba, que é de 4.608.487 hectares.

Em todo o Brasil o número de hectares preservados no ambiente rural é de 218 milhões de hectares, o equivalente a um quarto do território nacional.

Para ter ideia, é como se cada produtor rural utilizasse apenas metade de suas terras. A outra metade é ocupada com áreas de preservação permanente (às margens de corpos d’água e topos de morros), reserva legal e vegetação excedente.

A Embrapa estimou o valor do patrimônio fundiário imobilizado em preservação ambiental e chegou à cifra de R$ 3,1 trilhões.

Distribuição

O pesquisador Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, chama a atenção para a distribuição desses espaços.
“Eles estão extremamente conectados e recobrem todo o território nacional. As áreas preservadas pelos agricultores compõem um mosaico ambiental relevante e de grande dimensão com as chamadas áreas protegidas,” observa o cientista.

Estas são formadas pelas terras indígenas e as unidades de conservação integral como parques nacionais, estações ecológicas e outras do gênero.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é uma exigência do Código Florestal Brasileiro de 2012 para todas as propriedades e posses rurais no Brasil. No CAR, cada produtor delimitou, além do perímetro do imóvel, suas áreas de preservação permanente, reserva legal e de vegetação excedente.

Essa base de dados geocodificados foi construída sobre imagens de satélite com cinco metros de resolução espacial. No caso do estado de São Paulo, a resolução é melhor, de um metro. “Os dados são muito precisos”, afirma Miranda.

 

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